segunda-feira, 24 de agosto de 2009



- A RAINHA DE SABÁ

Esta mulher foi uma rainha, provavelmente negra, muito bela e muito rica que reinou na cidade de Sabá. Além de bonita e rica era também corajosa, curiosa, bem-humorada e decidida. Esta cidade ficava cerca de dois mil quilômetros da cidade de Jerusalém.

Neste tempo, os meios de comunicação eram muito precários. As notícias, mesmo com todas estas dificuldades, se espalhavam através de pessoas que andavam a pé ou viajavam em jumento ou camelo e assim as notícias do rei Salomão chegaram até ela.

Então ela tomou uma decisão muito importante e que iria mudar toda a sua vida: ela iria até Jerusalém para ver se tudo o que estavam dizendo era verdade. A sua viagem seria muito longa, mas ela decidiu fazê-la. Reunindo soldados, servos, animais, presentes e bastante comida, ela partiu de Sabá rumo a Jerusalém, onde ela estaria frente a frente com o homem mais sábio do mundo, o rei Salomão. A fim de que pudesse alcançar seu objetivo, ela não se preocupou com o cansaço e nem com a distância, não se preocupou com quanto iria gastar com os presentes que ela levaria para o rei Salomão - trouxe de presente quatro toneladas e meia de ouro (1 Reis 10: 10) e mais especiarias e pedras preciosas, afinal Salomão era rico e ela não poderia encontrá-lo levando só uma “lembrançinha”. O mais importante para ela era conhecer o rei Salomão, ver se, realmente, era como ela tinha ouvido falar e saber mais sobre o Deus que ele confiava.

Depois de uma longa e cansativa viagem, esta bela e rica rainha, que veio ver e ouvir da sabedoria de Salomão chegou a Israel com toda a sua comitiva. Calcula-se que a cada dia, ela viajava com toda a sua comitiva, cerca de trinta quilômetros. Isto ela fez por setenta e cinco dias.

Quando a rainha viu a sabedoria de Salomão, a casa que ele fizera, a comida que havia na sua mesa, o modo de agir de seus servos, as suas vestes, os seus copeiros e os holocaustos que ele oferecia na casa do Senhor, a Bíblia nos diz que ela "ficou fora de si" (1Reis 10: 4, 5).

A Bíblia nos diz que ela "disse-lhe tudo quanto tinha no seu coração", e ainda que "... Salomão lhe deu resposta a todas as suas perguntas, nada houve que não lhe pudesse esclarecer" (1 Reis 10. 2, 3). Não há na Bíblia, explicitamente, sinal de amor ou atração sexual entre eles. Contudo... "deu à rainha tudo o que ela desejou..." (1 Reis 10. 13) e Salomão sedutor como era... (1 Reis 11. 3)

“A tradição etíope posterior afirma com segurança que o rei Salomão realmente seduziu e engravidou sua convidada, um assunto de importância considerável para o povo etíope, já que a linhagem de seus imperadores remontaria àquela união”.

(O famoso ditador africano Haile Salassié, que viveu na primeira metade do Século 20, dizia ser descendente direto da Rainha de Sabá com Salomão). Será?

Como não há confirmação bíblica...É melhor ficarmos com o que está escrito em Deuteronômio 29. 29, com a certeza que um dia saberemos toda a verdade, tudo nos será revelado!!!

- A VIUVA POBRE

Aqui está outra mulher “sem nome”, mas com uma história de profunda confiança e dependência de Deus.

“E, sentado frente ao Tesouro do templo, observava como a multidão lançava pequenas moedas no Tesouro, e muitos ricos lançavam muitas moedas. Vindo uma pobre viúva, lançou duas moedinhas, isto é, um quadrante. E chamando a si os discípulos, disse-lhes: “Em verdade eu vos digo que esta viúva que é pobre lançou mais do que todos os que ofereceram moedas ao Tesouro. Pois todos os outros deram do que lhes sobrava. Ela, porém, na sua penúria, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver.” (Marcos 12. 40 – 44).

Jesus sentou perto do gazofilácio, que ficava no pátio exterior do templo. Ele ficou observando, olhando com atenção. Só ele podia julgar a oferta das pessoas, pois só ele vê o coração.

Havia sete caixas (arcas) para o imposto do templo e seis para ofertas voluntárias. Eram caixas pequenas, se alguém desse muito a oferta transbordaria pela caixa e ele seria visto por todos. Ele via homens ricos, homens que se orgulhavam do seu poder social, homens que faziam do momento de ofertar momento de “aparecer”. É fácil imaginar o tilintar de cada moeda que era colocada ali...

Jesus via que esses homens de destaque ofertavam “mais para serem vistos pelos outros do que para Deus” (Mateus 6.1-4) e seguramente se entristecia profundamente com essa atitude. Eles se faziam de santos, mas exploravam as viúvas, deixando-as na miséria. (Lucas 20. 45-47). Repentinamente alguém prendeu a atenção dele. Uma senhora se aproximou de um dos treze gazofilácios. Os olhos do Senhor se voltaram, observou atentamente sua atitude. Jesus viu que ela havia colocado ali apenas duas moedas e que era tudo que ela tinha. Jesus contrasta então a atitude dos escribas (que exploravam as viúvas!) e de todos os ricos, que contribuíam para a manutenção do templo apenas com o que lhes sobrava, com o nobre gesto de desprendimento daquela pobre mulher.

A maioria das viúvas naquele tempo era realmente pobre, porque não tinha o direito de trabalhar, não tinha pensão do marido morto, e, portanto, dependia somente da caridade dos parentes, quando lhe morria o marido. Essa mulher depositou numa destas caixas duas moedas de cobre. Eram dois leptos; a menor moeda grega de bronze, equivalente ao centavo brasileiro. Eram moedas pequenas, finas e leves, moedinhas com que poderia comprar um pouco de pão.

Ele notou o quanto custou à viúva doar aquela quantia; obviamente era tudo do que ela dispunha. No meio de tanta ostentação da parte dos ricos e do esplendor da magnífica edificação do Templo, a atitude da mulher parecia ridícula, quase uma afronta. Em que essa quantia miserável podia ajudar no serviço sagrado?

Ao colocar ali as únicas moedas que lhe restavam, naquela oferta anual, ela foi contemplada com um grande elogio do próprio Jesus Cristo.

Todos podiam ver seu vestido e seus calçados gastos pelo uso constante, sua pele maltratada, a fragilidade da sua idade... mas Jesus viu não só a sua aparência, Ele viu que os outros jamais poderiam ver ... o amor em doar e a confiança de que Deus supriria todas a suas necessidades. Enquanto os outros davam do que sobrava, ela deu tudo que possuía. Ela não queria aparecer diante de Deus com mãos e nem coração vazios! (Ex odo 34. 20).

Jesus estava de olho nela, observando não só a sua atitude, mas o seu coração.

Certamente nossas ofertas estão também sendo registradas lá no céu.

É importante seguir os mesmos passos desta viúva, uma mulher honrada e elogiada por Jesus!

- ANA

Mulher muito amada, a preferida do seu marido e este lhe tinha “um amor maior do que o amor de muitos filhos”, mas ela era infeliz por ser estéril (numa época em que não ser mãe era a desgraça de uma mulher). Seu marido realmente a amava e ficava preocupado vendo-a chorar e não se alimentar, tamanha era sua tristeza. Mas ele foi infeliz em lhe declarar o amor, dizendo que “ele lhe bastava, que seu amor por ela era suficiente, que valia mais do que o amor de dez filhos”.(1 Samuel 1.7- 8)

Ana sofria com a outra mulher de Elcana, a Penina (que apesar do nome não tinha pena de ninguém), a qual tinha filhos.

Um dia, quando o Elcana levou Ana até Silo, lugar de reunião e adoração dos judeus, ela orou muito pedindo que Deus lhe desse um filho que ela iria consagrá-lo ao seu serviço. Deus tinha um plano perfeito para Ana. Aparentemente havia barreiras que ela precisava ultrapassar para que o sonho de Deus se cumprisse em sua vida. Ana deparou-se com vários desencorajamentos. Seu marido tentava se colocar como algo melhor do que o propósito que estava no coração dela (v. 8), sua rival a provocava excessivamente (imagine o quanto!). Como deve ter ouvido a frase: “eu tenho... você não tem...” da boca maldosa de Penina, foi mal interpretada pelo sacerdote Eli, sendo vista como uma bêbada (vs. 9, 10) e, ainda, existiam os fatos naturais: esterilidade. (v.5). Não existia “fecundação in vitro”... Ela só tinha uma saída, para ela só a Providencia Divina e nisso ela cria!

Humilde... orou e perseverou na oração. Deus viu seu coração sincero e ela foi honrada por Ele.

Enquanto o sonho de Ana era o de gerar um filho, o sonho de Deus era levantar um rei para o povo de Israel. Esses sonhos se encontraram, e Deus fez o sobrenatural: fez com que Ana engravidasse; e assim ela foi mãe de Samuel: sacerdote e profeta oficial dos israelitas. Ela deu o filho ao Senhor como prometeu (1 Samuel 2. 20, 21) e por sua fidelidade, Deus lhe deu mais três meninos e duas meninas. Para quem chorava por um... que surpresa dos céus!

Ela ainda teve tempo para ser costureira de túnica (2. 19) e com alegria e gratidão ministrou louvores a Deus.

Ana viveu feliz , "curtindo" o amor de seu marido Elcana e realizada, cuidando, educando, amando seus cinco filhos. Que Deus lindo!!!!

- ISABEL

Essa mulher já era “de idade avançada” e sabia que toda a esperança de ter filhos estava perdida para sempre. Ela se sentia como se a sua vida tivesse passado e que as suas esperanças e seus sonhos nunca iriam se realizar.

O tempo passava e ela ia ficando cada vez mais velha... Será que era tempo de desistir do seu sonho?

É fácil supor que Isabel se sentia profundamente desapontada por causa de sua condição. Contudo, não há nenhuma indicação de que ela fosse uma pessoa amargurada ou que houvesse se voltado contra Deus. Em vez disso, nos é revelado que andava “sem repreensão em todos os mandamentos e preceitos do Senhor” (Lucas 1. 6). Esta expressão, “andar sem repreensão” significa uma vida bonita, exemplar diante da sociedade da época. Enquanto Zacarias, o seu marido, encontrou realização em uma atividade de destaque, como sacerdote, Isabel teve negada a função básica das mulheres de seu tempo: a maternidade.

Mesmo tendo vindo de uma família tradicional (ela era descendente de Arão, o primeiro sumo sacerdote (v. 5), se sentia desprezada pelas pessoas. Então, de forma fantástica, Deus se manifestou a ela. De repente, toda a vida de Isabel mudou.

Tida como estéril e desprezada, agora ela era o assunto da cidade. Não dá para esconder uma criança que vai nascer. Já não era mais simplesmente esposa de um sacerdote respeitado, era uma mulher realizada. Seu sonho embora parecesse tão demorado, aconteceu! A resposta da oração chegou (Lucas 1. 13). “E depois daqueles dias, Isabel, sua mulher, concebeu, e por cinco meses se ocultou, dizendo: Assim me fez o Senhor, nos dias em que atentou em mim, para destruir o meu opróbrio entre os homens.” (vs. 24, 25).

A criança especial de Deus chegou no tempo certo, no tempo de Deus, sem absolutamente nenhum atraso.

Isabel, ao conceber, se ocultou por cinco meses. Isabel se escondia porque pensava que as pessoas poderiam interpretá-la incorretamente por ser “velha, estéril e sonhadora”: e, agora, estava grávida, mas ela “curtiu” sua gravidez vendo o marido “mudo” como um sinal de que o Senhor tinha grandes planos para o pequenino que iria nascer...

Quando a criança nasceu e foi circuncidada ao oitavo dia, segundo a tradição judaica, as pessoas desejavam que o menino recebesse o nome do pai, mas Isabel disse com intrepidez o nome que Deus havia escolhido para o filho dela: João. Seu nome será João! (v. 60).

Isabel foi uma mãe zelosa e sábia. Ela soube confiar em Deus e sujeitar-se à sua direção na criação de João Batista. O menino cresceu e se fortaleceu no Espírito Santo e foi o precursor de Jesus em seu ministério. Ele preparou o caminho do Senhor Jesus, levando o povo ao arrependimento e anunciando o Reino de Deus em Cristo Jesus.

E Deus cumpriu o seu propósito usando uma senhora idosa, estéril, entretanto, cheia de fé e confiança no seu Deus.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

- ESPOSA DE MANOÁ

"E havia um homem cujo nome era Manoá; e sua mulher, sendo estéril, não tinha filhos" (Juízes 13. 2).

Mas esta mulher com sua humildade, sua fé, seu caráter confiava no Deus que ouve e responde orações.

Ela era conhecida apenas como a esposa de Manoá , mas ela foi muito mais que a esposa de Manoá, ela foi uma mulher que nos deixou profundo exemplo de humildade, de fé e de um caráter marcante.

A sua vida não foi fácil, pois, em Israel, uma mulher não ter filhos significava que estava em pecado e, por isso, Deus a estava castigando. Muitos a olhavam com um ar de censura e isto deixava a sua alma angustiada. Por causa de tamanho sofrimento que ia além de suas forças, ela se achegou mais ao Senhor.

A esposa de Manoá tinha, diante do Senhor, um espírito humilde que muito a aproximou do Senhor.

Deus ouviu a oração da esposa de Manoá que com muita fé rogou a Ele que mudasse a sua vida e lhe desse um filho. E o anjo do Senhor apareceu a esta mulher, e disse-lhe: “Eis que agora és estéril, e nunca tens concebido; porém conceberás, e terás um filho... Porque eis que tu conceberás e terás um filho... e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus." Juízes 13. Ela creu no que ouviu e como era uma mulher obediente fez exatamente como o anjo lhe disse.

Ela teve marcantes experiências com Deus. Teve o privilégio de receber em sua casa o Anjo do Senhor que lhe disse que ela teria um filho. Imaginem a alegria indescritível que ela sentiu. Ela devia estar se sentindo a mulher mais importante da terra!!! Teria o tão desejado filho e ele seria um filho especial! Vinha cheio de recomendações do céu!! Com certeza seu coração pulsou como nunca antes! Quando o Anjo lhe deu algumas recomendações que deveriam ser seguidas, ela percebeu o quanto o Senhor estava se importando com ela. Finalmente o Anjo deu instruções a respeito daquele filhinho que ela tanto almejava, e ela viu o quanto Deus se importava com seu filho tão desejado.

Foi assim que a esposa de Manoá se sentiu. Ela era uma pessoa importante para o Senhor que a estava abençoando por causa da sua forte fé. Conhecida pelo nome do seu marido, mas com garra e fé em Deus, essa mulher, que era estéril seria simplesmente a mãe de um valente que livraria a Israel da mão dos filisteus.

Ela não fez perguntas, não duvidou de nada, mas saiu para contar a seu esposo. Juízes 13. 24 diz que a mulher de Manoá teve "um filho, a quem pôs o nome de Sansão; e o menino cresceu, e o Senhor o abençoou."

Até aqui a conhecíamos como a mulher de Manoá, mas agora sua vida mudou radicalmente. Antes, ela era uma mulher triste. Agora, ela se transformou em uma mulher feliz e realizada. Antes ela apenas uma mulher casada com Manoá, mas agora ela seria a mãe de Sansão, que foi juiz em Israel e foi considerado o homem mais forte que já existiu na face da terra.

- MARIA

Você já ouviu falar de uma mulher mais corajosa que essa?

O que sabemos com certeza a respeito de Maria é que era uma virgem nascida em Nazaré da Galiléia, provavelmente descendente de uma família sacerdotal e “desposada com um justo homem chamado José, da linha de Davi”. (Lucas 1. 27).

“No casamento judaico era efetuado em duas etapas, a primeira chamada erusim ou kiduschin, quando os noivos se comprometiam perante algumas testemunhas, porém não iam viver juntos. Se houvesse relação sexual comprovada nesse período os noivos eram censurados. Caso a moça tivesse uma relação sexual com outro homem seria acusada de adultério e conseqüentemente apedrejada, conforme a lei judaica. Após cerca de um ano de compromisso os noivos se casavam numa cerimônia conhecida como nisuim ou kuplah e iam residir juntos, a fim de constituir família. Às vezes a mulher podia ser repudiada por ser estéril ou mesmo muito feia”.

Maria, ainda noiva, engravidou (VS. 26-38) e José quis abandoná-la secretamente (Mateus 1.18-19). Ele não queria vê-la sendo apedrejada. Foi quando ele teve um aviso em sonho de que Maria era inocente e havia concebido um filho pelo Espírito Santo. Então José continuou a viver com ela (vrs.18-20). Maria ficara radiante porque nela se cumpria a gloriosa promessa feita a Israel da vinda do Messias.

Um dia Maria foi visitar sua prima Isabel, casada com o sacerdote Zacarias e que também estava grávida. O encontro foi uma festa, pois o bebê que Isabel esperava (João Batista) saltou de alegria ao escutar a voz da mãe do Salvador. Elas se abraçaram e “contaram as bênçãos”. Maria inspirada, compôs um lindo poema louvando e glorificando o Deus de Israel, por ter sido escolhida, pela salvação do seu povo, confessando também ser uma pecadora necessitada de salvação pessoal (Lucas 1:46-55). Maria ficou três meses com Isabel e depois voltou para casa, para seu marido.

Em Lucas 2:1-20 temos os detalhes do nascimento do seu filho. Oito dias após o menino foi circuncidado, recebendo o nome de Jesus.

Mateus 2. 1-18 relata a tenebrosa armadilha de Satanás para matar seu bebê, usando o monstruoso Herodes, ordenando a matança dos meninos de dois anos para baixo, mais outra vez Deus fala com seu marido em sonho, e os três fogem para o Egito, de lá regressando somente após o hediondo massacre (vrs.19-22).

Logo após Maria com seu marido e seu filhinho foram para Nazaré da Galiléia (Lucas 2:1-39), onde Jesus, provavelmente, teve uma infância tranqüila e saudável, “crescendo em estatura e graça diante de Deus e dos homens”.

Quando Jesus tinha 12 anos de idade, foram ao templo e ao voltarem para casa ela percebeu que seu filho não estava com eles. Quantas perguntas devem ter sido feitas ao seu angustiado coração? Quando o encontraram... que alívio! Ele estava ocupado “tratando dos negócios de meu Pai? “ (Lucas 2:41-49).

Maria era uma mulher judia comum, imperfeita como todas as mães, amava seus filhos e, como nós pensava que seus filhos eram “seus” filhos, mas ela tinha uma vida santa e irrepreensível e tinha palavras “guardado no seu coração” (Lucas 2. 19). Com certeza ela sempre pensava nelas, e como seu coração devia ficar “apertado”!... Ela sabia que era preciso ir se preparando, pois já se aproximava o momento de despedir-se do seu tão amado Filho. Mesmo tendo mais seis filhos este ia fazer muita falta quando “voltasse para o Seu Pai”!

Como toda mãe judia, desejava interferir na vida do filho, porém ela sabia que fora escolhida por Deus para um propósito e Jesus, agora, não dependia mais dos conselhos dela. (Marcos 3. 31-35 e Lucas 11. 27-28).

Um dia a família foi convidada para um casamento e no meio da festa ocorreu um sério problema: o vinho acabou. Ao avisar ao Filho que o vinho da festa acabara (ela sabia que Ele poderia resolver o problema), Ele atendeu o seu pedido e transformou imediatamente cerca de 450 litros d'água em precioso vinho. Dessa situação tiramos o único mandamento de Maria aos Cristãos: “Façam tudo o que Ele (Jesus) mandar” (João 2. 5).

Em seguida Maria e seus seis filhos, juntamente com José retiraram-se para a Galiléia (João 2:1-11).

Finalmente Deus cumpriu o propósito com o Seu Filho. Jesus foi para cruz e quando suportava a agonia da morte, Maria estava lá, junto dele, e Jesus vendo João ao seu lado (João 19. 25-27), considerando que seus irmãos eram incrédulos (João 7. 5) e não iriam cuidar espiritualmente dela, a entregou aos seus cuidados dizendo: “Mulher, eis ai o teu filho”..., (como era sublime chamar uma mulher de “mulher”!) .

Provavelmente ela se encontrava entre os 500 discípulos a quem Jesus apareceu após a morte e antes de sua ascensão aos céus (1 Coríntios 15:6). Como estava sempre presente nas reuniões de oração da comunidade cristã (Atos1.14), é provável que Maria tenha sido uma das pessoas que foram fortalecidas com as línguas de fogo derramadas no Dia de Pentecostes (Atos 2:1-6). A partir de Atos 1.14 Maria não é mais mencionada. Ela já tinha cumprido o objetivo de Deus em sua vida!

Há escavações arqueológicas realizadas neste século, dizendo ter sido encontrado a casa onde Maria morou até sua morte, numa ilha, em Pátmos. Isso, sendo real, comprova que ela morou realmente com o discípulo amado, seu “filho” João.

Alguma mãe sofreu mais que essa?

- MARIA MADALENA

Esta mulher nos dá um lindo exemplo de dedicação ao Senhor.

Poderia ser chamada apenas de “Maria”, nome muito comum naquela época, mais ela é conhecida como "a mulher pecadora”. Que rótulo triste este, mais ela, corajosamente, rompeu com as convenções sociais, foi lindamente transformada, e teve uma vida marcada na historia bíblica.

Antes de conhecer Jesus, ela tinha uma vida miserável. Morava numa cidade que ficava a oeste da Galiléia, chamada Magdala (daí o seu nome Madalena). Ela não era uma mulher feliz, nem se parecia com as outras mulheres que moravam ali. Ela era uma mulher possuída por vários demônios. Apesar desta vida de sofrimento e pesadelos, Jesus libertou-a daquele tormento que a dominava a muito tempo e a fazia sofrer tanto. Agora ela era liberta e feliz. “Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios..." (Lucas 8. 2). Um demônio sozinho já faz tanta arruaça na vida de uma pessoa, imagina sete! Mas o amoroso Jesus a transformou numa nova criatura. Antes ela era maltratada pelos terríveis demônios que a atormentavam e a dominavam, mas agora ela amada, era livre, livre para seguir ao Senhor Jesus, seu libertador! Maria Madalena se tornou uma mulher profundamente agradecida ao Senhor! Sua vida foi restaurada e ela, agora, desejava servi-Lo para sempre e ela o seguiu, fielmente por três anos.

Ela estava ao lado do seu Senhor e amigo Jesus, assistiu sua morte, estava entre as mulheres que viram Nicodemos e José de Arimatéia tirarem o corpo já morto de Jesus da cruz, viu quando envolveram o Senhor morto num lençol e testemunhou o fechamento do sepulcro com uma grande pedra.

Maria nunca abandonou o Senhor. Passado o sábado compraram aromas para irem embalsamá-lo (v. 9). Antes do sol nascer, ela foi ao sepulcro levando especiarias para perfumar o corpo de Jesus, como era costume na época.

No caminho ela e suas amigas tinham uma grande preocupação: Maria viu o tamanho da pedra que fechava a abertura do tumulo e, como mulher, sabia que seria muito difícil remover-la para poder entrar e ter acesso ao corpo. Mas quando chegou lá teve uma surpresa! Ela notou que a pedra havia sido removida. Viu as faixas de linho no chão e o pano que envolvia a cabeça estava separado em outro lugar. Com o coração transtornado, ela chorou. Mas ao olhar para dentro da sepultura, ela viu duas pessoas vestidas de branco e sentadas onde Jesus havia sido colocado. E eles disseram: "Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde O puseram" (João 20. 13). Maria chorava e falava ao mesmo tempo, mas, quando ela se virou, viu Jesus de pé, mas não O conheceu. O Senhor, então, amorosamente, chamou pelo seu nome... Maria! Agora, ela reconheceu Sua voz. Quem estava ali era o Senhor! Emocionada e feliz ela respondeu... Rabôni (que quer dizer Mestre)!

Ele ressuscitou de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a ela, a ex- infeliz, a ex-atormentada, a ex- endemoniada, a ex-pecadora. Confiou a ela uma grande notícia: “Conte para os outros, Maria, conte que EU, O Seu Jesus ressuscitou!!!