domingo, 18 de outubro de 2009



- ANA
Esta mulher, pregadora do Reino de Deus, teve uma vida simples, mas de grande impacto. Casou-se bem nova e ficou casada só sete anos. Viúva por 84 anos e, já tinha 100 anos, era dedicada inteiramente ao serviço da casa de Deus, o Templo de Jerusalém.
Ela, desde a sua juventude, “treinou” seu corpo à santificação, à comunhão sem interrupção com o Deus de Israel!
Agora seu corpo estava “gasto” pela idade, mas seu lugar escolhido para repousar foi o templo; suas amigas, suas confidentes... conversava com Deus em oração; seu lazer, além de conversar com seu Deus, era jejuar de dia e noite.
Embora tivesse no corpo a marca dos anos, sua idade não impedia que seu coração mantivesse a esperança, a convicção da espera certa e a plena certeza da fidelidade de Deus.
Ela teve sua vida totalmente entregue ao Senhor Deus e fez da igreja sua casa. Participava da equipe de intercessão e ainda jejuava! Orava continuamente, servia a Deus de noite e de dia. (Lucas 2. 36-38). Não tinha sua mente distraída nem havia inquietude no seu espírito!
Uma mulher que se tornou solteira por ter perdido o marido tão cedo, escolheu viver sozinha durante muitas décadas, quando ser viúva era uma coisa terrível, pois não havia pensão do marido morto e muitas viúvas dependiam apenas da caridade da família. Ao invés de casar novamente ou de viver como uma viúva triste e rejeitada, Ana escolheu fazer de Deus seu esposo e viver perto dele.
Ela não se concentrou no que perdeu; prendeu-se ao que ela poderia ter com Deus e seu coração foi mais forte que o de muitas outras mulheres.
Ana fez parte de um grupo de onze pregadoras (profetizas) que são mencionadas na Bíblia!
Essa mulher teve a maior de todas as compensações, porque, sendo profetiza (profehtis = pregadora), viu o rosto do menino e o reconheceu como Jesus, o seu Salvador, o Messias prometido e falou a respeito dEle a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém. Ela conheceu pessoalmente aquele que um dia seria massacrado por amor a ela e por todos nós (vrs. 36 - 38).

Na sua velhice viveu plenamente os alvos plantados na sua mocidade!
Que coração grandioso! Que exemplo foi ela!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009


- RAQUEL

Parecia que ela nunca seria feliz... seu amado Jacó estava casado com outra e essa rival era sua própria irmã Lia! (Genesis 29).
Lia tinha olhos tenros, mas Raquel era de formoso semblante e formosa à vista (v. 17). Isso quer dizer que Raquel era “toda” bonita, alem de ser amada e desejada por Jacó!

Jacó amava intensamente a Raquel, porem, Labão, pai de Raquel e Lia e tio de Jacó, foi injusto com sua filha mais nova, dando a sua irmã mais velha, Lia, a Jacó como esposa. “Jacó, porquanto amava a Raquel, disse: Sete anos te servirei para ter a Raquel, tua filha mais moça. Respondeu Labão: Melhor é que eu a dê a ti do que a outro; fica comigo. Assim serviu Jacó sete anos por causa de Raquel; e estes lhe pareciam como poucos dias, pelo muito que a amava. Então Jacó disse a Labão: Dá-me minha mulher, porque o tempo já está cumprido; para que eu a tome por mulher”. (v. 18 – 21).
“Reuniu, pois, Labão todos os homens do lugar e fez um banquete” (v. 22), mas não foi para comemorar o casamento de Raquel, como ela e seu noivo esperavam. Fizeram os preparativos para o casamento, mas, apesar de Jacó amá-la tanto, não foi com ela que ele se casou. Na noite de núpcias, Labão vestiu Léia de noiva e a trouxe a Jacó. No outro dia Jacó descobriu...que decepção..., mas o matrimônio já tinha sido consumado. “E aconteceu que tomou Lia, sua filha, e trouxe-a a Jacó que a possuiu. E aconteceu que pela manhã, viu que era Lia; pelo que disse a Labão: Por que me fizeste isso? Não te tenho servido por Raquel? Por que então me enganaste? E disse Labão: “Não se faz assim em nossa terra; não se dá a menor antes da primogênita.” (v. 23 - 26).
Num ato de traição, o interesseiro Labão estava exigido que ele o servisse por mais sete anos para poder se casar com sua filha mais nova (v. 27).
Labão só visava lucros em sua vida, e apesar da traição, Jacó concordou com seu futuro sogro por causa do seu grande amor por sua filha mais nova. Ele não mediu esforços e concordou, pois a amava no mais profundo do seu coração.
Além dos sete anos que ele havia trabalhado para poder se casar com a sua amada, teve que trabalhar mais sete, e isso porque a amava muito. Raquel, irmã de Lia, era a amada de Jacó, mas ele estava casado com Lia, sua irmã mais velha.
Depois destes árduos quatorze anos, finalmente, ele conseguiu ter "o amor da sua vida" em seus braços. Cada gesto seu mostrava a todos, inclusive para sua mulher Lia, que Raquel era a que ele, realmente, amava. Apesar de já ter filhos com Lia, ele só tinha olhos para a sua amada Raquel.
Jacó passou mais sete anos trabalhando para o sogro e, no final desse período a bênção que havia sido roubada dela, sete anos atrás, chegou. Era o grande dia do seu casamento com o homem amado! Agora ela podia dizer: Xô tristeza!!

Mas o amor de Jacó não foi suficiente para Raquel. Ela era infeliz por ser estéril. Enquanto sua irmã, Lia, dava muitos filhos a Jacó, ela não podia ter filhos. O seu desespero se tornou tão intenso que ela chegou junto a Jacó e disse: "... Dá-me filhos, se não morro” ( 30.1-2).
Raquel orava e pedia a Deus filhos, enquanto parecia que Lia sua irmã, compensava a falta do amor do seu marido Jacó com a maternidade.
Raquel que parecia ser experiente em “esperar”, pois esperou quatorze anos para se casar com o homem da sua vida, não esperou no Senhor e deu sua serva Bila a Jacó. Ele, então, teve dela dois filhos - Dã e Naftali.
Mas, apesar da impaciência de Raquel “Deus a ouviu, e abriu a sua madre" (v. 22).
Raquel, finalmente, pôde dar um filho a Jacó que, no futuro, seria uma bênção para toda a sua família; o seu nome era José. Ela colocou no seu primeiro filho o nome de José que significa 'Deus acrescentará' era, realmente, um ato de fé, uma vez que ela tinha dificuldade de engravidar.
Raquel teve o seu pedido de ter mais um filho respondido pelo Senhor. Este pedido custou a sua vida, pois ao dar à luz o seu segundo filho, ela teve dificuldade no parto. “Faltando ainda um trecho pequeno para chegar a Efrata, Raquel começou a sentir dores de parto, e custou-lhe o dar à luz. (Genesis 35. 16). A parteira lhe falou, no meio do nascimento, que a criança era um menino. “Quando ela estava nas dores do parto, disse-lhe a parteira: Não temas, pois ainda terás este filho (v. 17). Ela morreu chamando seu filho de Benoni (filho de minha dor), mas Jacó o chamou de Benjamim, que em hebraico significa “filho da felicidade”.
Ela morreu cedo, bem antes de sua irmã Lia, mas viveu um amor intenso e abençoado com o homem da sua vida!

Hoje a Tumba de Raquel, situada entre Belém e o bairro de Jerusalem de Gilo, é visitada por milhares de pessoas cada ano.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009



- A RAINHA DE SABÁ

Esta mulher foi uma rainha, provavelmente negra, muito bela e muito rica que reinou na cidade de Sabá. Além de bonita e rica era também corajosa, curiosa, bem-humorada e decidida. Esta cidade ficava cerca de dois mil quilômetros da cidade de Jerusalém.

Neste tempo, os meios de comunicação eram muito precários. As notícias, mesmo com todas estas dificuldades, se espalhavam através de pessoas que andavam a pé ou viajavam em jumento ou camelo e assim as notícias do rei Salomão chegaram até ela.

Então ela tomou uma decisão muito importante e que iria mudar toda a sua vida: ela iria até Jerusalém para ver se tudo o que estavam dizendo era verdade. A sua viagem seria muito longa, mas ela decidiu fazê-la. Reunindo soldados, servos, animais, presentes e bastante comida, ela partiu de Sabá rumo a Jerusalém, onde ela estaria frente a frente com o homem mais sábio do mundo, o rei Salomão. A fim de que pudesse alcançar seu objetivo, ela não se preocupou com o cansaço e nem com a distância, não se preocupou com quanto iria gastar com os presentes que ela levaria para o rei Salomão - trouxe de presente quatro toneladas e meia de ouro (1 Reis 10: 10) e mais especiarias e pedras preciosas, afinal Salomão era rico e ela não poderia encontrá-lo levando só uma “lembrançinha”. O mais importante para ela era conhecer o rei Salomão, ver se, realmente, era como ela tinha ouvido falar e saber mais sobre o Deus que ele confiava.

Depois de uma longa e cansativa viagem, esta bela e rica rainha, que veio ver e ouvir da sabedoria de Salomão chegou a Israel com toda a sua comitiva. Calcula-se que a cada dia, ela viajava com toda a sua comitiva, cerca de trinta quilômetros. Isto ela fez por setenta e cinco dias.

Quando a rainha viu a sabedoria de Salomão, a casa que ele fizera, a comida que havia na sua mesa, o modo de agir de seus servos, as suas vestes, os seus copeiros e os holocaustos que ele oferecia na casa do Senhor, a Bíblia nos diz que ela "ficou fora de si" (1Reis 10: 4, 5).

A Bíblia nos diz que ela "disse-lhe tudo quanto tinha no seu coração", e ainda que "... Salomão lhe deu resposta a todas as suas perguntas, nada houve que não lhe pudesse esclarecer" (1 Reis 10. 2, 3). Não há na Bíblia, explicitamente, sinal de amor ou atração sexual entre eles. Contudo... "deu à rainha tudo o que ela desejou..." (1 Reis 10. 13) e Salomão sedutor como era... (1 Reis 11. 3)

“A tradição etíope posterior afirma com segurança que o rei Salomão realmente seduziu e engravidou sua convidada, um assunto de importância considerável para o povo etíope, já que a linhagem de seus imperadores remontaria àquela união”.

(O famoso ditador africano Haile Salassié, que viveu na primeira metade do Século 20, dizia ser descendente direto da Rainha de Sabá com Salomão). Será?

Como não há confirmação bíblica...É melhor ficarmos com o que está escrito em Deuteronômio 29. 29, com a certeza que um dia saberemos toda a verdade, tudo nos será revelado!!!

- A VIUVA POBRE

Aqui está outra mulher “sem nome”, mas com uma história de profunda confiança e dependência de Deus.

“E, sentado frente ao Tesouro do templo, observava como a multidão lançava pequenas moedas no Tesouro, e muitos ricos lançavam muitas moedas. Vindo uma pobre viúva, lançou duas moedinhas, isto é, um quadrante. E chamando a si os discípulos, disse-lhes: “Em verdade eu vos digo que esta viúva que é pobre lançou mais do que todos os que ofereceram moedas ao Tesouro. Pois todos os outros deram do que lhes sobrava. Ela, porém, na sua penúria, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver.” (Marcos 12. 40 – 44).

Jesus sentou perto do gazofilácio, que ficava no pátio exterior do templo. Ele ficou observando, olhando com atenção. Só ele podia julgar a oferta das pessoas, pois só ele vê o coração.

Havia sete caixas (arcas) para o imposto do templo e seis para ofertas voluntárias. Eram caixas pequenas, se alguém desse muito a oferta transbordaria pela caixa e ele seria visto por todos. Ele via homens ricos, homens que se orgulhavam do seu poder social, homens que faziam do momento de ofertar momento de “aparecer”. É fácil imaginar o tilintar de cada moeda que era colocada ali...

Jesus via que esses homens de destaque ofertavam “mais para serem vistos pelos outros do que para Deus” (Mateus 6.1-4) e seguramente se entristecia profundamente com essa atitude. Eles se faziam de santos, mas exploravam as viúvas, deixando-as na miséria. (Lucas 20. 45-47). Repentinamente alguém prendeu a atenção dele. Uma senhora se aproximou de um dos treze gazofilácios. Os olhos do Senhor se voltaram, observou atentamente sua atitude. Jesus viu que ela havia colocado ali apenas duas moedas e que era tudo que ela tinha. Jesus contrasta então a atitude dos escribas (que exploravam as viúvas!) e de todos os ricos, que contribuíam para a manutenção do templo apenas com o que lhes sobrava, com o nobre gesto de desprendimento daquela pobre mulher.

A maioria das viúvas naquele tempo era realmente pobre, porque não tinha o direito de trabalhar, não tinha pensão do marido morto, e, portanto, dependia somente da caridade dos parentes, quando lhe morria o marido. Essa mulher depositou numa destas caixas duas moedas de cobre. Eram dois leptos; a menor moeda grega de bronze, equivalente ao centavo brasileiro. Eram moedas pequenas, finas e leves, moedinhas com que poderia comprar um pouco de pão.

Ele notou o quanto custou à viúva doar aquela quantia; obviamente era tudo do que ela dispunha. No meio de tanta ostentação da parte dos ricos e do esplendor da magnífica edificação do Templo, a atitude da mulher parecia ridícula, quase uma afronta. Em que essa quantia miserável podia ajudar no serviço sagrado?

Ao colocar ali as únicas moedas que lhe restavam, naquela oferta anual, ela foi contemplada com um grande elogio do próprio Jesus Cristo.

Todos podiam ver seu vestido e seus calçados gastos pelo uso constante, sua pele maltratada, a fragilidade da sua idade... mas Jesus viu não só a sua aparência, Ele viu que os outros jamais poderiam ver ... o amor em doar e a confiança de que Deus supriria todas a suas necessidades. Enquanto os outros davam do que sobrava, ela deu tudo que possuía. Ela não queria aparecer diante de Deus com mãos e nem coração vazios! (Ex odo 34. 20).

Jesus estava de olho nela, observando não só a sua atitude, mas o seu coração.

Certamente nossas ofertas estão também sendo registradas lá no céu.

É importante seguir os mesmos passos desta viúva, uma mulher honrada e elogiada por Jesus!

- ANA

Mulher muito amada, a preferida do seu marido e este lhe tinha “um amor maior do que o amor de muitos filhos”, mas ela era infeliz por ser estéril (numa época em que não ser mãe era a desgraça de uma mulher). Seu marido realmente a amava e ficava preocupado vendo-a chorar e não se alimentar, tamanha era sua tristeza. Mas ele foi infeliz em lhe declarar o amor, dizendo que “ele lhe bastava, que seu amor por ela era suficiente, que valia mais do que o amor de dez filhos”.(1 Samuel 1.7- 8)

Ana sofria com a outra mulher de Elcana, a Penina (que apesar do nome não tinha pena de ninguém), a qual tinha filhos.

Um dia, quando o Elcana levou Ana até Silo, lugar de reunião e adoração dos judeus, ela orou muito pedindo que Deus lhe desse um filho que ela iria consagrá-lo ao seu serviço. Deus tinha um plano perfeito para Ana. Aparentemente havia barreiras que ela precisava ultrapassar para que o sonho de Deus se cumprisse em sua vida. Ana deparou-se com vários desencorajamentos. Seu marido tentava se colocar como algo melhor do que o propósito que estava no coração dela (v. 8), sua rival a provocava excessivamente (imagine o quanto!). Como deve ter ouvido a frase: “eu tenho... você não tem...” da boca maldosa de Penina, foi mal interpretada pelo sacerdote Eli, sendo vista como uma bêbada (vs. 9, 10) e, ainda, existiam os fatos naturais: esterilidade. (v.5). Não existia “fecundação in vitro”... Ela só tinha uma saída, para ela só a Providencia Divina e nisso ela cria!

Humilde... orou e perseverou na oração. Deus viu seu coração sincero e ela foi honrada por Ele.

Enquanto o sonho de Ana era o de gerar um filho, o sonho de Deus era levantar um rei para o povo de Israel. Esses sonhos se encontraram, e Deus fez o sobrenatural: fez com que Ana engravidasse; e assim ela foi mãe de Samuel: sacerdote e profeta oficial dos israelitas. Ela deu o filho ao Senhor como prometeu (1 Samuel 2. 20, 21) e por sua fidelidade, Deus lhe deu mais três meninos e duas meninas. Para quem chorava por um... que surpresa dos céus!

Ela ainda teve tempo para ser costureira de túnica (2. 19) e com alegria e gratidão ministrou louvores a Deus.

Ana viveu feliz , "curtindo" o amor de seu marido Elcana e realizada, cuidando, educando, amando seus cinco filhos. Que Deus lindo!!!!

- ISABEL

Essa mulher já era “de idade avançada” e sabia que toda a esperança de ter filhos estava perdida para sempre. Ela se sentia como se a sua vida tivesse passado e que as suas esperanças e seus sonhos nunca iriam se realizar.

O tempo passava e ela ia ficando cada vez mais velha... Será que era tempo de desistir do seu sonho?

É fácil supor que Isabel se sentia profundamente desapontada por causa de sua condição. Contudo, não há nenhuma indicação de que ela fosse uma pessoa amargurada ou que houvesse se voltado contra Deus. Em vez disso, nos é revelado que andava “sem repreensão em todos os mandamentos e preceitos do Senhor” (Lucas 1. 6). Esta expressão, “andar sem repreensão” significa uma vida bonita, exemplar diante da sociedade da época. Enquanto Zacarias, o seu marido, encontrou realização em uma atividade de destaque, como sacerdote, Isabel teve negada a função básica das mulheres de seu tempo: a maternidade.

Mesmo tendo vindo de uma família tradicional (ela era descendente de Arão, o primeiro sumo sacerdote (v. 5), se sentia desprezada pelas pessoas. Então, de forma fantástica, Deus se manifestou a ela. De repente, toda a vida de Isabel mudou.

Tida como estéril e desprezada, agora ela era o assunto da cidade. Não dá para esconder uma criança que vai nascer. Já não era mais simplesmente esposa de um sacerdote respeitado, era uma mulher realizada. Seu sonho embora parecesse tão demorado, aconteceu! A resposta da oração chegou (Lucas 1. 13). “E depois daqueles dias, Isabel, sua mulher, concebeu, e por cinco meses se ocultou, dizendo: Assim me fez o Senhor, nos dias em que atentou em mim, para destruir o meu opróbrio entre os homens.” (vs. 24, 25).

A criança especial de Deus chegou no tempo certo, no tempo de Deus, sem absolutamente nenhum atraso.

Isabel, ao conceber, se ocultou por cinco meses. Isabel se escondia porque pensava que as pessoas poderiam interpretá-la incorretamente por ser “velha, estéril e sonhadora”: e, agora, estava grávida, mas ela “curtiu” sua gravidez vendo o marido “mudo” como um sinal de que o Senhor tinha grandes planos para o pequenino que iria nascer...

Quando a criança nasceu e foi circuncidada ao oitavo dia, segundo a tradição judaica, as pessoas desejavam que o menino recebesse o nome do pai, mas Isabel disse com intrepidez o nome que Deus havia escolhido para o filho dela: João. Seu nome será João! (v. 60).

Isabel foi uma mãe zelosa e sábia. Ela soube confiar em Deus e sujeitar-se à sua direção na criação de João Batista. O menino cresceu e se fortaleceu no Espírito Santo e foi o precursor de Jesus em seu ministério. Ele preparou o caminho do Senhor Jesus, levando o povo ao arrependimento e anunciando o Reino de Deus em Cristo Jesus.

E Deus cumpriu o seu propósito usando uma senhora idosa, estéril, entretanto, cheia de fé e confiança no seu Deus.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

- ESPOSA DE MANOÁ

"E havia um homem cujo nome era Manoá; e sua mulher, sendo estéril, não tinha filhos" (Juízes 13. 2).

Mas esta mulher com sua humildade, sua fé, seu caráter confiava no Deus que ouve e responde orações.

Ela era conhecida apenas como a esposa de Manoá , mas ela foi muito mais que a esposa de Manoá, ela foi uma mulher que nos deixou profundo exemplo de humildade, de fé e de um caráter marcante.

A sua vida não foi fácil, pois, em Israel, uma mulher não ter filhos significava que estava em pecado e, por isso, Deus a estava castigando. Muitos a olhavam com um ar de censura e isto deixava a sua alma angustiada. Por causa de tamanho sofrimento que ia além de suas forças, ela se achegou mais ao Senhor.

A esposa de Manoá tinha, diante do Senhor, um espírito humilde que muito a aproximou do Senhor.

Deus ouviu a oração da esposa de Manoá que com muita fé rogou a Ele que mudasse a sua vida e lhe desse um filho. E o anjo do Senhor apareceu a esta mulher, e disse-lhe: “Eis que agora és estéril, e nunca tens concebido; porém conceberás, e terás um filho... Porque eis que tu conceberás e terás um filho... e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus." Juízes 13. Ela creu no que ouviu e como era uma mulher obediente fez exatamente como o anjo lhe disse.

Ela teve marcantes experiências com Deus. Teve o privilégio de receber em sua casa o Anjo do Senhor que lhe disse que ela teria um filho. Imaginem a alegria indescritível que ela sentiu. Ela devia estar se sentindo a mulher mais importante da terra!!! Teria o tão desejado filho e ele seria um filho especial! Vinha cheio de recomendações do céu!! Com certeza seu coração pulsou como nunca antes! Quando o Anjo lhe deu algumas recomendações que deveriam ser seguidas, ela percebeu o quanto o Senhor estava se importando com ela. Finalmente o Anjo deu instruções a respeito daquele filhinho que ela tanto almejava, e ela viu o quanto Deus se importava com seu filho tão desejado.

Foi assim que a esposa de Manoá se sentiu. Ela era uma pessoa importante para o Senhor que a estava abençoando por causa da sua forte fé. Conhecida pelo nome do seu marido, mas com garra e fé em Deus, essa mulher, que era estéril seria simplesmente a mãe de um valente que livraria a Israel da mão dos filisteus.

Ela não fez perguntas, não duvidou de nada, mas saiu para contar a seu esposo. Juízes 13. 24 diz que a mulher de Manoá teve "um filho, a quem pôs o nome de Sansão; e o menino cresceu, e o Senhor o abençoou."

Até aqui a conhecíamos como a mulher de Manoá, mas agora sua vida mudou radicalmente. Antes, ela era uma mulher triste. Agora, ela se transformou em uma mulher feliz e realizada. Antes ela apenas uma mulher casada com Manoá, mas agora ela seria a mãe de Sansão, que foi juiz em Israel e foi considerado o homem mais forte que já existiu na face da terra.

- MARIA

Você já ouviu falar de uma mulher mais corajosa que essa?

O que sabemos com certeza a respeito de Maria é que era uma virgem nascida em Nazaré da Galiléia, provavelmente descendente de uma família sacerdotal e “desposada com um justo homem chamado José, da linha de Davi”. (Lucas 1. 27).

“No casamento judaico era efetuado em duas etapas, a primeira chamada erusim ou kiduschin, quando os noivos se comprometiam perante algumas testemunhas, porém não iam viver juntos. Se houvesse relação sexual comprovada nesse período os noivos eram censurados. Caso a moça tivesse uma relação sexual com outro homem seria acusada de adultério e conseqüentemente apedrejada, conforme a lei judaica. Após cerca de um ano de compromisso os noivos se casavam numa cerimônia conhecida como nisuim ou kuplah e iam residir juntos, a fim de constituir família. Às vezes a mulher podia ser repudiada por ser estéril ou mesmo muito feia”.

Maria, ainda noiva, engravidou (VS. 26-38) e José quis abandoná-la secretamente (Mateus 1.18-19). Ele não queria vê-la sendo apedrejada. Foi quando ele teve um aviso em sonho de que Maria era inocente e havia concebido um filho pelo Espírito Santo. Então José continuou a viver com ela (vrs.18-20). Maria ficara radiante porque nela se cumpria a gloriosa promessa feita a Israel da vinda do Messias.

Um dia Maria foi visitar sua prima Isabel, casada com o sacerdote Zacarias e que também estava grávida. O encontro foi uma festa, pois o bebê que Isabel esperava (João Batista) saltou de alegria ao escutar a voz da mãe do Salvador. Elas se abraçaram e “contaram as bênçãos”. Maria inspirada, compôs um lindo poema louvando e glorificando o Deus de Israel, por ter sido escolhida, pela salvação do seu povo, confessando também ser uma pecadora necessitada de salvação pessoal (Lucas 1:46-55). Maria ficou três meses com Isabel e depois voltou para casa, para seu marido.

Em Lucas 2:1-20 temos os detalhes do nascimento do seu filho. Oito dias após o menino foi circuncidado, recebendo o nome de Jesus.

Mateus 2. 1-18 relata a tenebrosa armadilha de Satanás para matar seu bebê, usando o monstruoso Herodes, ordenando a matança dos meninos de dois anos para baixo, mais outra vez Deus fala com seu marido em sonho, e os três fogem para o Egito, de lá regressando somente após o hediondo massacre (vrs.19-22).

Logo após Maria com seu marido e seu filhinho foram para Nazaré da Galiléia (Lucas 2:1-39), onde Jesus, provavelmente, teve uma infância tranqüila e saudável, “crescendo em estatura e graça diante de Deus e dos homens”.

Quando Jesus tinha 12 anos de idade, foram ao templo e ao voltarem para casa ela percebeu que seu filho não estava com eles. Quantas perguntas devem ter sido feitas ao seu angustiado coração? Quando o encontraram... que alívio! Ele estava ocupado “tratando dos negócios de meu Pai? “ (Lucas 2:41-49).

Maria era uma mulher judia comum, imperfeita como todas as mães, amava seus filhos e, como nós pensava que seus filhos eram “seus” filhos, mas ela tinha uma vida santa e irrepreensível e tinha palavras “guardado no seu coração” (Lucas 2. 19). Com certeza ela sempre pensava nelas, e como seu coração devia ficar “apertado”!... Ela sabia que era preciso ir se preparando, pois já se aproximava o momento de despedir-se do seu tão amado Filho. Mesmo tendo mais seis filhos este ia fazer muita falta quando “voltasse para o Seu Pai”!

Como toda mãe judia, desejava interferir na vida do filho, porém ela sabia que fora escolhida por Deus para um propósito e Jesus, agora, não dependia mais dos conselhos dela. (Marcos 3. 31-35 e Lucas 11. 27-28).

Um dia a família foi convidada para um casamento e no meio da festa ocorreu um sério problema: o vinho acabou. Ao avisar ao Filho que o vinho da festa acabara (ela sabia que Ele poderia resolver o problema), Ele atendeu o seu pedido e transformou imediatamente cerca de 450 litros d'água em precioso vinho. Dessa situação tiramos o único mandamento de Maria aos Cristãos: “Façam tudo o que Ele (Jesus) mandar” (João 2. 5).

Em seguida Maria e seus seis filhos, juntamente com José retiraram-se para a Galiléia (João 2:1-11).

Finalmente Deus cumpriu o propósito com o Seu Filho. Jesus foi para cruz e quando suportava a agonia da morte, Maria estava lá, junto dele, e Jesus vendo João ao seu lado (João 19. 25-27), considerando que seus irmãos eram incrédulos (João 7. 5) e não iriam cuidar espiritualmente dela, a entregou aos seus cuidados dizendo: “Mulher, eis ai o teu filho”..., (como era sublime chamar uma mulher de “mulher”!) .

Provavelmente ela se encontrava entre os 500 discípulos a quem Jesus apareceu após a morte e antes de sua ascensão aos céus (1 Coríntios 15:6). Como estava sempre presente nas reuniões de oração da comunidade cristã (Atos1.14), é provável que Maria tenha sido uma das pessoas que foram fortalecidas com as línguas de fogo derramadas no Dia de Pentecostes (Atos 2:1-6). A partir de Atos 1.14 Maria não é mais mencionada. Ela já tinha cumprido o objetivo de Deus em sua vida!

Há escavações arqueológicas realizadas neste século, dizendo ter sido encontrado a casa onde Maria morou até sua morte, numa ilha, em Pátmos. Isso, sendo real, comprova que ela morou realmente com o discípulo amado, seu “filho” João.

Alguma mãe sofreu mais que essa?

- MARIA MADALENA

Esta mulher nos dá um lindo exemplo de dedicação ao Senhor.

Poderia ser chamada apenas de “Maria”, nome muito comum naquela época, mais ela é conhecida como "a mulher pecadora”. Que rótulo triste este, mais ela, corajosamente, rompeu com as convenções sociais, foi lindamente transformada, e teve uma vida marcada na historia bíblica.

Antes de conhecer Jesus, ela tinha uma vida miserável. Morava numa cidade que ficava a oeste da Galiléia, chamada Magdala (daí o seu nome Madalena). Ela não era uma mulher feliz, nem se parecia com as outras mulheres que moravam ali. Ela era uma mulher possuída por vários demônios. Apesar desta vida de sofrimento e pesadelos, Jesus libertou-a daquele tormento que a dominava a muito tempo e a fazia sofrer tanto. Agora ela era liberta e feliz. “Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios..." (Lucas 8. 2). Um demônio sozinho já faz tanta arruaça na vida de uma pessoa, imagina sete! Mas o amoroso Jesus a transformou numa nova criatura. Antes ela era maltratada pelos terríveis demônios que a atormentavam e a dominavam, mas agora ela amada, era livre, livre para seguir ao Senhor Jesus, seu libertador! Maria Madalena se tornou uma mulher profundamente agradecida ao Senhor! Sua vida foi restaurada e ela, agora, desejava servi-Lo para sempre e ela o seguiu, fielmente por três anos.

Ela estava ao lado do seu Senhor e amigo Jesus, assistiu sua morte, estava entre as mulheres que viram Nicodemos e José de Arimatéia tirarem o corpo já morto de Jesus da cruz, viu quando envolveram o Senhor morto num lençol e testemunhou o fechamento do sepulcro com uma grande pedra.

Maria nunca abandonou o Senhor. Passado o sábado compraram aromas para irem embalsamá-lo (v. 9). Antes do sol nascer, ela foi ao sepulcro levando especiarias para perfumar o corpo de Jesus, como era costume na época.

No caminho ela e suas amigas tinham uma grande preocupação: Maria viu o tamanho da pedra que fechava a abertura do tumulo e, como mulher, sabia que seria muito difícil remover-la para poder entrar e ter acesso ao corpo. Mas quando chegou lá teve uma surpresa! Ela notou que a pedra havia sido removida. Viu as faixas de linho no chão e o pano que envolvia a cabeça estava separado em outro lugar. Com o coração transtornado, ela chorou. Mas ao olhar para dentro da sepultura, ela viu duas pessoas vestidas de branco e sentadas onde Jesus havia sido colocado. E eles disseram: "Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde O puseram" (João 20. 13). Maria chorava e falava ao mesmo tempo, mas, quando ela se virou, viu Jesus de pé, mas não O conheceu. O Senhor, então, amorosamente, chamou pelo seu nome... Maria! Agora, ela reconheceu Sua voz. Quem estava ali era o Senhor! Emocionada e feliz ela respondeu... Rabôni (que quer dizer Mestre)!

Ele ressuscitou de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a ela, a ex- infeliz, a ex-atormentada, a ex- endemoniada, a ex-pecadora. Confiou a ela uma grande notícia: “Conte para os outros, Maria, conte que EU, O Seu Jesus ressuscitou!!!



- SARA

A mãe da raça hebraica, nossa mãe na fé!

“O Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei... Partiu, pois, Abrão, como lho ordenara o Senhor... Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã. Levou Abrão consigo a Sarai, sua mulher... (Genesis 12. 1).


Historiadores dizem que Abrão, aos catorze anos de idade, quando ainda residia em Ur dos caldeus com sua família, começou a compreender que os homens da terra haviam se corrompido com a idolatria adorando as imagens de escultura. Então Abrão não aceitou mais adorar ídolos com o seu pai Tera e começou a orar a Deus, pedindo-lhe que conservasse a sua alma pura do erro dos filhos dos homens e também a de seus descendentes. Dizem tambem que Abrão casou-se com Saraí, no ano 49 de sua vida.


Então, pela fé, ela e seu marido abandonaram tudo - sua terra, seus familiares, a casa do pai - e seguiram para uma terra que o Senhor lhes prometeu. Não deve ter sido fácil para ela. Sarai tinha a sua vida calma, tranqüila, juntamente, com seu marido na cidade de Ur dos caldeus. Agora, tudo iria mudar. A sua vida daria uma reviravolta sem igual! Ela iria para uma terra que não conhecia e que Deus disse: "... para a terra que te mostrarei." Certamente, foi difícil para Sarai deixar a bela cidade de Ur que ficava às margens do rio Eufrates. Mas, por amor a seu esposo e, principalmente, por amor a Deus, ela partiu.


Sara era mulher formosa à vista (v. 11), mas além de ter a beleza física, ela também tinha um espírito muito bonito, pois era leal, correta, submissa a seu marido. Esta obediência rendeu-lhe, em algumas ocasiões, momentos de sofrimento e desesperança.


Abrãao vivia pacificamente em uma montanha entre Betel e Hai, quando sobreveio fome. Ele possuía muito gado, e necessitava de pastagens e água para o alimentar. Então resolveu pegar suas coisas e se mudar: “...desceu...Abrão ao Egito, para aí ficar ...” (v. 10).


Abrão tinha cerca de setenta anos de idade, e Sarai, cerca de sessenta quando foram para o Egito pagão. Então ele olhou sua bela esposa e lhe propos uma “armação”. Ele disse: "... Ora, bem sei que és mulher formosa à vista; E será que, quando os egípcios te virem, dirão: Esta é sua mulher? E matar-me-ão a mim, e a ti te guardarão em vida. Dize, peço-te, que és minha irmã, para que me vá bem por tua causa... " (VS. 11-13).


Para escapar do assédio e sabendo que sua vida correria perigo, Abraão combinou com ela que deveria dizer que era sua irmã (na verdade, ela era meio irmã, pois era filha do mesmo pai. Os antigos no Oriente casavam até mesmo com irmãs, prática que mais tarde a legislação de Moisés proibiu, por considerá-la incestuosa (Levítico 18. 9).


E realmente, ao chegarem ao Egito, começou a se falar da grande beleza de Sarai. Todos os príncipes e pessoas importantes de lá ficaram sabendo dela. Abrão percebeu isso, e então lembrou Sarai: “Lembre-se, você é minha irmã. Temos um acordo. Minha vida em suas mãos!” Isso era covardia absoluta - absoluta falta de fé!


Deus havia feito promessas pessoalmente a seu marido: “Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande” (15:1). O Senhor também prometeu a Abrão que seria “... sepultado em boa velhice” (v. 15). Além disso, prometeu que todo aquele que tentasse lhe molestar ou amaldiçoar, seria amaldiçoado: “Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem” (12: 3). Na verdade Abrão não corria perigo, Sarai sim! Com certeza ela desejou ouvir do marido: “Esta mulher é minha esposa. Tirem as mãos!” Deus o teria honrado. O Senhor teria protegido tanto a ele quanto a Sarai.


Por causa da sua extrema beleza, Sara foi desejada por faraó e ele a levou para o seu palácio e a colocou como mais uma no seu harém. “Viram-na os príncipes de Faraó a elogiaram diante do faraó; e a mulher foi levada para a casa de Faraó. Este, por causa dela, tratou bem a Abrão...” (12: 15-16). Sara estava nas mãos de um ímpio. Ela poderia ser contaminada, corrompendo a semente da promessa de Deus


Como Sara deve ter sofrido com esse episodio! Sara deve ter pensado que talvez nunca mais visse Abraão, mas por causa de sua grande fé, esperou que o Senhor agisse e Deus cuidou dela, a honrou e abençoou. O faraó não encostou a mão em Sarai! Ele foi impedido por Deus!


Quando faraó descobriu que ela era casada, disse a Abrão: “Por que você fez isso?” “... toma-a e vai-te” (v. 19). Faraó deu grande dote a Abrão por Sarai e ele saiu de la mais rico ainda.


Apesar de tanta beleza e tanta riqueza Sarai não era feliz. Ela era estéril.


Deus prometeu a seu marido que ele teria um filho... ”aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro” (15. 4). Passaram-se dez anos e nada.. o filho não vinha, então ela decidiu dar uma mãozinha para Deus. Era comum, naquela época, uma serva deitar-se com seu patrão se sua senhora não pudesse gerar filhos. Sara, então, deu permissão a Agar, sua serva egípcia, para dormir com seu esposo. Sua escrava teria o "filho prometido" que ela não poderia dar a ele. Sara pensava que este seria o filho da promessa, então “Sarai, mulher de Abrão, tomou a Agar, egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão, seu marido... ele a possuiu, e ela concebeu... foi sua senhora por ela desprezada. (16 . 3, 4).


Ela sofria com o resultado de sua precipitação e com sua infertilidade! Seu marido pai pela primeira vez aos oitenta e seis anos (v. 16)...e ela quando seria mãe?


A ajuda que ela quis dar a Deus só causou angústia e sofrimento, tanto no momento como no futuro, pois os conflitos que existem hoje entre árabes e judeus são devidos a este ato impensado de Sara. Ismael, filho da escrava, foi o pai da raça árabe, hoje constituída quase totalmente de muçulmanos, os maiores inimigos dos cristãos. (VS.19, 21).


Quando Ismael tinha treze anos e Abrão noventa e nove anos o Senhor lhe disse:...não mais serás chamado Abrão, mas Abraão será o teu nome... Quanto a Sarai, tua, mulher, não lhe chamarás mais Sarai, porem Sara será o seu nome.... e também dela te darei um filho e ela será mãe... e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara que tem noventa anos? Na verdade, Sara tua mulher, te dará à luz um filho, e lhe chamarás Isaque (17. 15 – 17, 19).


Aquele diálogo de Deus com seu marido, com certeza, ficou martelando direto no seu coração... devia ser uma mistura de alegria e medo, medo de sofrer outra decepção.


Então... olhou e eis três homens de pé em frente dele... Perguntaram-lhe eles: Onde está Sara tua mulher? Ele respondeu: Está ali na tenda. Um deles lhe disse: certamente tornarei a ti no ano vindouro; e eis que Sara tua mulher terá um filho. E Sara estava escutando à porta da tenda... Ora, Abraão e Sara eram já velhos, e avançados em idade; e a Sara havia cessado o incômodo das mulheres. Sara então riu-se consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho? Perguntou o Senhor a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: É verdade que eu, que sou velha, darei à luz um filho? Há, porventura, alguma coisa difícil ao Senhor? Ao tempo determinado, no ano vindouro, tornarei a ti, e Sara terá um filho. Então Sara negou, dizendo: Não me ri... riste.(18. 1, 9 – 15).


Vinte e quatro anos mais tarde Sara teve de se mudar com o marido para alimentar e dar água aos seus grandes rebanhos (13. 2).


O que Abraão faz de novo? Vai até Sara e diz: “Quero pedir para você me ajudar de novo. Você precisa dizer que é minha irmã. Sara, a minha vida está nas suas mãos!” È inacreditável! Que cara de pau! (20: 2).


Abraão agora tinha noventa e nove anos, e Sara quase noventa.


Mas em Gerar, algo parecido sucedeu. O rei Abimeleque, que dirigia a região, pôs os olhos em Sara - e a quis! Sara foi para mais um harém pagão - porém a semente de Deus ainda não tinha nascido. Mais uma vez Abraão colocou sua esposa, sua família e o futuro Israel em jogo. A semente prometida deveria vir através de Sarai - e ela poderia ser contaminada por homens ímpios! Mas novamente prevaleceu a promessa de Deus. Deus fez com Abimeleque o mesmo que havia feito com o faraó: travou os úteros! Ninguém podia tocar Sara. Deus disse a Abimeleque: “...ter impedido eu de pecares contra mim e não te permiti que a tocasses” (Gênesis 20:6). Deus impediu que Abimeleque agisse de modo imprudente, frustrando Seus propósitos. Na verdade impediu, por Sara, que Abimeleque pecasse!


Esta mulher deve ter sido extraordinária. Qual o sabonete ou óleos que ela usava, que tipo de regime ela fazia ou que ginástica, para ser tão desejada e aos noventa anos?


Para todo lado que fosse se espalhava a fama da sua beleza - tanto que os reis mandavam buscá-la!


Treze anos depois Deus aparece a Abraão quando finalmente Depois nasceu ISAQUE, o herdeiro legítimo de Abraão, Isso pode indicar um tratamento de Deus, forçando-o a esperar - por causa de sua "escorregada",


O Senhor visitou a Sara, como tinha dito, e lhe fez como havia prometido. Sara concebeu, e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, de que Deus lhe falara; e, Abraão pôs no filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, o nome de Isaque... Pelo que disse Sara: Deus preparou riso para mim; todo aquele que o ouvir, se rirá comigo... Quem diria a Abraão que Sara havia de amamentar filhos? No entanto lhe dei um filho na sua velhice. (21. 1 – 4, 6, 7). “Nada lhe é impossível”, mesmo a capacidade de ter um filho à uma senhora idosa, cujo corpo não espera mais a maternidade.


Sara, cujo nome significa "princesa", foi um exemplo de submissão e lealdade. Temente a Deus , sua fé a colocou na galeria dos heróis da fé encontrada em Hebreus 11.11.


Esperando em Deus, teve seu sonho realizado. Foi mãe aos 90 anos.

- RISPA

A mãe incansável!

Rispa era uma mulher forte e de caráter firme. Seu nome significa “pedra quente”. Ela foi esposa do rei Saul e teve com ele dois filhos: Armoni e Mefibosete.

A Bíblia nos relata que houve três anos de fome em Israel. Foi um tempo difícil e com grandes perdas para o povo e a nação. O rei Davi então consultou ao Senhor e o Senhor respondeu: “Há culpa de sangue sobre Saul e sobre a sua casa, porque ele matou os gibeonitas.” (2 Samuel 21.1).

Davi chamou os gibeonitas e lhes perguntou: “O que quereis que eu vos faça?...E a sua resposta foi: ...“de seus filhos se nos dêem sete homens, para que os enforquemos...” (v.3-6.)

Davi estava diante de dura situação: de um lado o povo de Israel, sofrendo com a seca as conseqüências da desobediência de Saul, seu antecessor, e de outro lado a dor de mandar enforcar homens da sua própria família, pois Davi era genro de Saul... Saul não respeitara a aliança feita por Josué aos gibeonitas (Josué 9.15, 20-21). E Davi teve de escolher sete homens da família de Saul para serem enforcados, para que a chuva pudesse novamente cair sobre a terra de Israel.

Davi escolheu os cinco netos de Saul, e os dois filhos de Rispa, filhos de Saul. A Bíblia diz que foram mortos nos primeiros dias da ceifa da cevada.

Seus corpos foram esquecidos pelos seus executores, foram deixados pendurados na arvore, ao relento. “Então Rispa, filha de Aiá, tomou um pano de saco, e o estendeu para si sobre uma penha, desde o princípio da ceifa, até que sobre eles caiu água do céu; e não deixou as aves do céu pousar sobre eles de dia, nem os animais do campo de noite.” (v. 10)

Rispa assistiu ao milagre da chuva caindo depois de três anos de seca após a execução dos seus dois filhos; conseqüência da atitude errada de Saul e de seu “zelo” pelo Senhor, Rispa pôde ver o valor de uma aliança feita diante de Deus... As conseqüências do rompimento de uma palavra empenhada.

Rispa, a mãe de Armoni e Mefibosete, que era a “pedra quente”, firme como uma rocha “tomou um pano de saco e o estendeu para si sobre uma penha em frente aos cadáveres de seus filhos e os ficou guardando de dia e de noite, desde o princípio da ceifa, até que sobre eles caiu água do céu e não deixou as aves do céu pousar sobre eles de dia, nem os animais do campo de noite.” (v.10).

Ela que era acostumada ao conforto do palácio, se sentava em poltronas macias... Ao colocar ali um pano de saco e não um tapete “persa”, ou uma almofada confortável, percebe-se a dor de Rispa; sua humilhação diante de Deus em favor de seus filhos.

Imagine a dor dessa mulher diante dos corpos em decomposição, dia e noite! Imagine o que se passava em seu coração de mãe! Suas lágrimas e o desejo de vê-los com um sepultamento digno, pelo menos.

(Na lei judaica adiar o sepultamento é visto como um desrespeito para com o morto. Logo após o falecimento, o corpo é coberto, pois segundo a tradição se considera que deixar o corpo à vista, se deixar os corpos expostos, é uma violação do princípio de "kevod ha'met", respeito pelos mortos. A lei ordena que o corpo seja sepultado o mais breve possível, de preferência no mesmo dia. Esta regra deriva de uma injunção bíblica no caso de um criminoso ser condenado a pena de morte e enforcado numa árvore: "Seu cadáver não poderá permanecer ali durante a noite, mas tu o sepultarás no mesmo dia" (Deuteronômio 21:23). Uma exceção é feita no Shabat, durante o qual não se pode realizar o enterro. É proibido a exibição de féretro aberto. O morto deve ser envolto por um sudário branco (tra’hrihim) depois de ser lavado e purificado. O enlutado não está só; muito pelo contrário, ele faz parte da 'comunidade' dos "enlutados de Sion". Primeiramente, durante a Shivá (a primeira semana de luto), realizam-se diariamente serviços religiosos na casa dos enlutados...).

Com foi diferente com Rispa! Ela ficou em seu posto sozinha. O “grupo de intercessão judaico” não apareceu! Espantava as aves de dia e as feras de noite. Ela não tinha medo. Não saía de sua “torre de vigia”, mas esperava que o rei se compadecesse e desse um sepultamento digno de nobres aos seus filhos. Ela ficou por muitos dias ali, passaram-se mais de dois meses “e foi contado a Davi o que fizera Rispa “(v. 11). O rei ficou sabendo o que Rizpa estava passando... a sua persistência chegou ao conhecimento do rei! “Então foi Davi... e tomou também os ossos dos enforcados... enterraram os ossos... e fizeram tudo o que o rei ordenara. Depois disto, Deus se tornou favorável para com a terra”. (VS. 12, 13, 14). Enquanto Davi não honrou aos que morreram pelo pecado de outro (enterrou seus filhos nas sepulturas dos reis de Israel), não houve o favor, a bênção de Deus sobre a terra. E foi Rispa quem fez a mão do rei Davi trazer a bênção novamente sobre Israel.

Rispa é um forte exemplo de amor materno!

- A FILHA DE JEFTÉ

A Bíblia não menciona o nome da filha de Jefté, mas podemos ver que a sua fé, o seu amor e dedicação ao Senhor nos mostra que sua confiança estava acima de todo e qualquer medo; a sua confiança a deixava forte sabendo que o seu Deus era Senhor da situação; a sua confiança era cheia da fé que agradava a Deus.

Como o Senhor deve ter-se orgulhado desta jovem que preferiu morrer a desfazer o voto que seu pai fizera a Ele!

Essa moça mesmo que sonhasse com a maternidade (VS. 37- 40), amou a Deus acima da própria vida e como amou e honrou o seu pai!!!

Seu pai prometeu a Deus que, se ganhasse a guerra, ofereceria em holocausto o primeiro que saísse para falar com ele na sua volta para casa e quem saiu? Sua única filha e muito feliz! Não poderia ter saído seu cachorrinho? Seria menos mal para o coração daquele cansado guerreiro!

Juízes 11. 30 - 32 diz: “E Jefté fez um voto ao Senhor, e disse: Se totalmente deres os filhos de Amom na minha mão, “aquilo” que, saindo da porta de minha casa, me sair ao encontro, voltando eu dos filhos de Amom em paz, isso será do Senhor, e o oferecerei em holocausto.

Assim Jefté passou aos filhos de Amom, a combater contra eles; e o Senhor os deu na sua mão.

Nos versículos 34 a 36 diz: “Vindo, pois, Jefté a Mizpá, à sua casa, eis que a sua filha lhe saiu ao encontro com adufes e com danças; e era ela a única filha; não tinha ele outro filho nem filha. E aconteceu que, quando a viu, rasgou as suas vestes, e disse: Ah! filha minha, muito me abateste, e estás entre os que me turbam! Porque eu abri a minha boca ao Senhor, e não tornarei atrás. E ela lhe disse: Meu pai, tu deste a palavra ao Senhor, faze de mim conforme o que prometeste.”

Quando Jefté fez esta promessa, no calor da emoção e da empolgação, fez um voto terrível, um voto precipitado a Deus, ele jamais imaginou que “aquilo que saísse de sua casa primeiro”, que quem iria sair para recebê-lo seria a sua filha, a sua única e amada filha. Sim, ela correu para abraçá-lo, ela correu para receber a triste notícia da promessa que seu pai havia feito ao Senhor. A reação de Jefté foi completamente diferente da reação de sua filha.

Como seu pai deve ter-se orgulhado dela, filha única e tão querida, ao vê-la enfrentar a morte com coragem a fim de que ele não deixasse de cumprir o que havia prometido ao Senhor.

Apesar de ser filho de uma prostituta, Jefté foi o nono juiz de Israel. Em hebreus 11. 32 a Bíblia nos diz que ele foi um homem que venceu reinos e praticou a justiça. Ele amava e era fiel ao Senhor e ela aprendeu com seu pai o temor ao Senhor.

Num período em que o povo se desviava do verdadeiro Deus, o coração dessa moça era cheio de amor ao Deus de Israel! Diferente de outras famílias, Jefté não esqueceu o que Deus mandou em deuteronômio 6. 6 que diz: "E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás... " . Isto Jafté fez, com certeza. A reação da sua filha foi reação de quem conhecia o Senhor!

Jefté não se esqueceu de ter tempo para sua filha, de orar por ela, de orar com ela, de amá-la e de falar do Senhor "... assentado em tua casa e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te." (Deuteronômio 6: 7).

Um dia encontraremos com a filha de Jefté no céu e dançaremos e “tocaremos pandeiro” juntas!!! Ô Glória!!!!

- TAMAR

Filha do rei Davi, a bela princesa Tamar, ainda muito jovem, começa a sua trajetória repleta de abuso, traição e desilusão.

Tamar era muito bonita e isso, involuntariamente, seduziu o coração de seu irmão.

A história começa quando o príncipe Amnom se apaixonou por sua meia-irmã e começou a alimentar o seu coração com desejos proibidos em relação à Tamar.

2º Samuel 13. 2 - 4 diz que “Ele estava tão apaixonado, que até ficou doente. Amnon pensava que era impossível possuir a sua meia-irmã; ela era virgem e por isso não tinha o direito de se encontrar com nenhum homem. E Amnon foi tão atormentado que ele fez-se mal por causa de sua irmã Tamar e parecia impossível a Amnon fazer nada com ela. Mas Amnom tinha um amigo muito esperto, seu primo Jonadabe disse a Amnom: - Por que tu de dia em dia tanto emagreces, sendo filho do rei? Não mo farás saber a mim? Então lhe disse Amnom:

- “É que estou apaixonado por Tamar, a irmã de Absalão, o meu irmão por parte de pai”.

Amnom cultivou no coração um plano para estar com sua irmã paterna. Ele, com a ajuda de um "muito astuto" (v. 3) amigo, que pensou apenas nos interesses obscuros de Amnom, planejou com muito cuidado todos os detalhes. Ardilosamente, Amnom atraiu Tamar para uma armadilha.

Amnom fingiu estar doente para conseguir seus intentos com sua irmã, seguindo o conselho do amigo. A idéia era trazê-la para dentro de casa para que ela cozinhasse para ele. Quando surgisse uma oportunidade ele se aproveitaria da situação e agarraria a moça.

(vs. 5- 6) “Tornou-lhe Jonadabe: Deita-te na tua cama, e finge-te doente; e quando teu pai te vier visitar, dize-lhe: Peço-te que minha irmã Tamar venha dar-me de comer, preparando a comida diante dos meus olhos, para que eu veja e coma da sua mão.

Deitou-se, pois, Amnom, e fingiu-se doente. Vindo o rei visitá-lo, disse-lhe Amnom: Peço-te que minha irmã Tamar venha e prepare dois bolos diante dos meus olhos, para que eu coma da sua mão.

Davi simplesmente atendeu ao pedido de seu filho que estava “doente” e mandou que sua filha Tamar fosse para a casa do irmão e lhe servisse. Ambos eram filhos de Davi, porém de mães diferentes.

Na verdade ele não estava doente, mas apaixonado pela linda jovem, embora fosse sua irmã por parte de pai.

(vs. 9, 11, 12, 14). Tudo estava saindo como Amnom queria. Sua irmã já estava em sua casa e ele não via a hora de agarrá-la. Ele fez de tudo para ficar apenas com Tamar. Mandou que todos saíssem de casa e quando isso aconteceu ele partiu para cima da moça, chamando-a para deitar-se com ele. Amnom parecia estar queimando de desejos por Tamar. Ele a agarrou levando-a para a cama. Amnom não ouviu sua irmã que rejeitou sua proposta indecente e violentou-a. Literalmente ele a estuprou.

Foi uma vergonha para todos, especialmente para Tamar. Que sofrimento!

Depois acrescentou insulto ao seu pecado, recusando-se a recebê-la como esposa e expulsando-a de sua presença. A Bíblia diz que, depois de violentar a própria irmã, "era a aversão que sentiu por ela maior do que o amor com que a amara" (v. 15).

“Disse-lhe Amnom: Levanta-te, vai-te embora”. Então ela lhe disse: “Não, meu irmão; porque maior é esta injúria, lançando-me fora, do que a outra que me fizeste”. Porém ele não a quis ouvir. Chamou a seu moço que o servia e disse: “Deita fora esta e fecha a porta após ela” (VS. 16,17). “Pelo que Tamar, lançando cinza sobre a cabeça, e rasgando a túnica talar que trazia, pôs as mãos sobre a cabeça, e se foi andando e clamando.” (V. 19). Tamar foi vítima de dois tipos de violência. Primeiramente o estupro; em segundo lugar a rejeição. Foi um dia de humilhação e vergonha. A falta de autoridade de Davi sobre sua família fez Tamar se sentir mais abandonada ainda, quando não tomou uma atitude diante da tragédia. O final foi muito triste!

Tamar ficou angustiada por causa daquela situação e, desolada, foi morar na casa do seu irmão Absalão. (v.20). Absalão, dois anos depois, tomando as dores da irmã, se vingou, matando Amnom (v. 32 ).

O amor desses dois irmãos era tão grande e verdadeiro que Absalão a homenageou, colocando o nome de sua filha de Tamar.

- TAMAR

Filha de Absalão herdou a beleza de sua tia que tinha o mesmo nome seu. A Bíblia menciona que se tornou uma jovem extremamente bela (2 Samuel 14. 27).

Ela foi uma viúva jovem e criativa!

Em Deuteronômio 25.5-10 está escrito: "Quando irmãos morarem juntos, e um deles morrer, e não tiver filho, então a mulher do falecido não se casará com homem estranho, de fora; seu cunhado estará com ela, e a receberá por mulher, e fará a obrigação de cunhado para com ela. E o primogênito que ela lhe der será sucessor do nome do seu irmão falecido, para que o seu nome não se apague em Israel. Porém, se o homem não quiser tomar sua cunhada, esta subirá à porta dos anciãos, e dirá: meu cunhado recusa suscitar a seu irmão nome em Israel; não quer cumprir para comigo o dever de cunhado. Então os anciãos da sua cidade o chamarão, e com ele falarão; e, se ele persistir, e disser: Não quero tomá-la; então sua cunhada se chegará a ele na presença dos anciãos, e lhe descalçará o sapato do pé, e lhe cuspirá no rosto, e protestará, e dirá: Assim se fará ao homem que não edificar a casa de seu irmão; E o seu nome se chamará em Israel: A casa do descalçado”.

Tamar casou-se com Er, primeiro filho de Judá, mas Deus fez com que seu marido morresse devido ao seu próprio mal proceder, deixando Tamar viúva.

Os hebreus tinham um costume que garantia a proteção das jovens viúvas, visto que naquela época, para sobreviver, as mulheres precisavam de terra e de filhos para garantir a sua velhice. Quando uma jovem ficava viúva, era dever do cunhado coabitar com ela para que este desse continuidade à descendência de seu irmão. Ela foi então dada como esposa a O, o qual também agia mal e se recusava a dar filhos a Tamar. Ele não estava disposto a cumprir com seu dever de cunhado (Gênesis 38. 9). Como se já não bastasse a tristeza da viuvez, Tamar ainda teria que suportar o cunhado, que só estava interessado em usá-la para saciar suas necessidades sexuais! Deus não se agradou da atitude de Onã e, por causa dos seus erros, morreu (Gênesis 38.10) e Tamar continuou sendo uma viúva sem filhos.

Passaram-se alguns anos e, Tamar, percebendo que seu sogro Judá (filho de Jacó) não permitiria que seu outro filho (o único ainda vivo) e que era ainda bem mais jovem do que seus irmãos a ajudasse; ela, então, planejou para que o seu sogro lhe engravidasse. Tamar ocultou sua identidade (era costume da época ter o rosto velado durante o ato sexual) e se disfarçou de prostituta para conseguir que o próprio sogro tivesse relações sexuais com ela. Astutamente, após o ato, tomou o cuidado de "guardar" o selo (anel), o cordão e o cajado de Judá como garantia, os quais mais tarde seriam seu DNA, serviriam para provar a paternidade da criança. (Gênesis 38. 24-25). Quando Judá soube que Tamar estava grávida, primeiro ordenou que ela fosse apedrejada e, depois, queimada. Porém, ao saber que, por meio das manobras dela para conseguir um herdeiro ele se tornara o pai da criança, Judá exclamou: “Ela é mais justa do que eu.”

Num difícil parto, Tamar teve gêmeos: Peres e Zerá que aparecem na linhagem do rei Davi e de José (pai de criação de Jesus).

Com esta mulher, podemos aprender que depois que a dor do luto tiver passado, é necessário levar a vida adiante. Tamar é prova disso, pois além de se preocupar com seu próprio futuro, precisou de ânimo e disposição para criar seus dois filhos.

Ela foi uma viúva engenhosa.